Para comissário, medidas rápidas são 'essenciais'

Na véspera da cúpula dos países europeus, Olli Rehn defende ações de estabilização do mercado no curto prazo

BRUXELAS, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h02

Os líderes europeus devem trabalhar em medidas de curto prazo para ajudar a resolver a crise da dívida soberana da região e aliviar a pressão do mercado sobre países em risco, afirmou ontem o comissário para assuntos econômicos e monetários da União Europeia (UE), Olli Rehn.

"É essencial que medidas políticas de curto prazo sejam decididas pelo Conselho Europeu", disse Rehn, referindo-se à cúpula dos líderes da região que será realizada hoje e amanhã. "Nós continuamos a trabalhar para facilitar as decisões sobre as medidas para estabilização do mercado no curto prazo", disse.

"Estamos trabalhando com Estados-membros a fim de ter decisões no Conselho Europeu", acrescentou. O conselho é formado por chefes de Estado ou de governo da UE, com o presidente da Comissão Europeia, braço executivo do bloco.

Bancos. Rehn disse que a recapitalização direta para os bancos da zona do euro seria mais viável com supervisão ampla na Europa, algo que continua distante. "Recapitalização bancária direta foi discutida no contexto do tratado do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira há aproximadamente um ano", afirmou Rehn, referindo-se ao fundo de resgate permanente da zona do euro.

"Não é segredo que a Comissão Europeia tem apoiado a recapitalização bancária direta sob a condição de ter uma regulação bancária mais forte e genuinamente europeia e uma autoridade regulatória, o que é um elemento anterior a uma união bancária", avaliou o comissário.

Questionado se a Espanha poderá receber ajuda direta para seus bancos em vez de obtê-la com o intermédio do governo, algo que elevaria o déficit orçamentário e a dívida de Madri, Rehn respondeu: "Temos de trabalhar com base em instrumentos existentes, a fim de preparar um programa setorial para a recapitalização dos bancos espanhóis em breve". / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.