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Para Copom; chance de inflação se espalhar é elevada

A ata da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que segue elevada a chance de que pressões inflacionárias localizadas se disseminem. A avaliação consta do documento divulgado hoje, referente à reunião da semana passada, quando a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) foi elevada para 12,25% ao ano. "O Copom considera que se mantém elevada a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação", cita o texto.Para os diretores do BC, esse risco permanece porque o aquecimento da demanda doméstica e a possibilidade de restrição na oferta de alguns setores podem ensejar "aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor".Esse cenário tem sido acompanhado com "particular atenção" pelo BC. "O comitê avalia que as perspectivas para esse repasse, bem como para a generalização de pressões inicialmente localizadas sobre preços ao consumidor, dependem de forma crítica das expectativas dos agentes econômicos para a inflação", cita o trecho do documento.Na avaliação do BC, a expectativa dos agentes para os preços continuam "mostrando elevação significativa nas últimas semanas e que são monitoradas com particular atenção". O BC lembra, ainda, que "o aquecimento da demanda doméstica pode desencadear pressões inflacionárias mais intensas no setor de não transacionáveis, por exemplo, nos preços dos serviços".

FERNANDO NAKAGAWA E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

12 de junho de 2008 | 10h05

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