Gláucia Rodrigues/MRV
Gláucia Rodrigues/MRV

Para crescer, foco vai além do popular

Diretor da MRV afirma que projeto de expansão está voltado para produtos destinados à classe média 

Heraldo Vaz, Especial para O Estado

25 de junho de 2019 | 03h00

Foi o melhor ano na companhia, disse o copresidente da MRV Engenharia, Rafael Menin, durante a conferência de divulgação do balanço de 2018, destacando que o lucro continua a crescer. “As despesas sobem em volume menor e, com isso, a rentabilidade aumenta.”

Os lançamentos no ano focaram o segmento de baixa renda, que utilizam recursos do FGTS com taxas de juros mais atrativas. No segundo semestre, com melhora no cenário econômico, captação positiva de recursos para poupança e maior confiança do consumidor, a empresa retomou lançamentos de produtos destinados à média renda. 

Para Menin, o projeto de crescimento é voltado ao lançamento de imóveis para classe média que possam ser financiados com recursos da poupança.

“Não tenho dúvida de que este segmento será um sucesso e, ao longo do ano, o share do portfólio do SBPE vai crescer”, afirmou, referindo-se ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos, ao comentar os resultados obtidos no primeiro trimestre deste ano.

Os produtos da MRV, segundo ele, se diferenciam pelo alto padrão de qualidade, localização e produção industrializada, oferecendo uma plataforma habitacional flexível. Atende a famílias com uma renda mensal de R$ 1,8 mil até R$ 9 mil, com apartamentos que custam de R$ 120 mil a R$ 350 mil.

Menin comentou que a companhia vem planejando, nos últimos quatro anos, chegar ao nível de lançar 50 mil unidades por ano. 

“O processo construtivo e a tecnologia nos garantem um ótimo custo-benefício”, declarou. “Investimos em itens ligados à sustentabilidade, descomoditizando nosso produto em relação ao segmento econômico.”

Esse nicho de mercado, logo acima do teto do MCMV, respondeu por 5% dos lançamentos em 2018. “Hoje, o landbank de R$ 50 bilhões é de altíssima qualidade, espalhado por mais de 150 cidades”, afirmou. Para 2019, o foco é a manutenção do banco de terrenos elegível a empreendimentos de baixa renda e também para a expansão de edifícios de média renda. A meta da MRV é atingir a marca de 10 mil unidades do SBPE. Menin acredita que, em três anos, o share do produto de média renda “será de 25% do VGV” dos negócios.

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