Para crescer na web, Bradesco investirá R$ 5 bi

O diretor de relações com investidores do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, disse que o banco vai focalizar o controle de custos para manter a lucratividade neste ano. Em entrevista ao Wall Street Journal, ele afirmou que o Bradesco espera investir um total de R$ 5 bilhões em infraestrutura, tecnologia da informação e telecomunicações em 2014. Segundo Angelotti, será o maior investimento desse tipo já feito pelo banco.

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2014 | 02h05

"Estamos investindo na área de tecnologia do banco para apoiar nossos clientes em suas transações bancárias via internet e telefones celulares", disse. O custo dessas transações eletrônicas equivale a 10% do custo das operações realizadas nas agências.

Hoje, segundo o executivo, a internet responde por 45,8% de todas as transações de clientes do Bradesco. Os celulares são usados em 14,2% dos casos e o restante é realizado em agências, caixas automáticos e por telefone. "O volume de transações via celulares vai ultrapassar o volume na internet nos próximos dois ou três anos", acrescentou.

No primeiro trimestre deste ano, o Bradesco teve um lucro líquido de R$ 3,44 bilhões, ante R$ 2,92 bilhões no mesmo período de 2013. O banco tem 74,6 milhões de clientes e uma fatia de mercado de quase 11% dos créditos totais no Brasil. Ele tem 4.678 agências e planeja abrir cerca de 50 novas unidades por ano.

O Bradesco aumentou sua lucratividade por meio de controles estritos de custos. O banco está focando investimentos em tecnologia para aumentar a eficiência e reduzir despesas, disse Angelotti. As despesas administrativas cresceram 3,9% no primeiro trimestre, bastante abaixo da inflação anual, que está em torno de 6%.

Com R$ 922 bilhões em ativos, o Bradesco é o quarto maior banco do País, atrás de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú. O banco projeta que sua carteira de crédito deverá ter uma expansão de 10% a 14% em 2014, após crescimento de 10,8% em 2013. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de inadimplência ficou em 3,4%. / DOW JONES NEWSWIRES

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