Para Delfim, câmbio duplo argentino dura pouco tempo

O regime de câmbio duplo que o governo argentino deverá adotar terá duração de alguns meses, sendo substituído posteriormente pela flutuação, pelo mercado, disse o economista e deputado federal Delfim Netto (PPB-SP). Ele salientou "agora se tem na Argentina uma questão política. O Congresso dificilmente dará poderes especiais ao presidente Duhalde, como havia feito com o ex-ministro Domingo Cavallo".Um fato importante, sergungo Delfim, é que Duhalde está renegando o regime de currency board (conversibilidade) da Argentina. Quanto à moratória, o deputado entende que não havia outra saída. "A Argentina não tem crédito, nem para comprar remédios, por isso pediu a ajuda do Brasil. A moratória foi obrigada a ser declarada, o FMI pediu isto", afirmou.O parlamentar também explicou que a moratória tem um custo muito grande para um país. ?Veja o caso brasileiro, ainda pagamos uns 160 pontos na dívida externa brasileira por conta dela, segundo um criterioso estudo do Goldman & Sachs. A Argentina demorou a pedir a moratória, porque De la Rúa acreditava que Domingo Cavallo conseguiria se impor e salvaria o País. Não conseguiu".Leia o especial

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