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Para Delfim, crise levará a punições e fusões de bancos

A crise no mercado imobiliário americano deverá levar a punições e fusões de bancos, disse ontem o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, Antônio Delfim Netto. Para ele, a lei americana Sarbanes-Oxley, que reduz o risco de fraude contábil, deverá ser muito dura com os administradores dos títulos lastreados nessas hipotecas.Segundo Delfim, as manobras dos bancos podem ter levado à crise. "Suspeito que boa parte da alavancagem desses mercados foi feita pelos próprios bancos por meio de intermediários", disse. Para ele, a economia dos Estados Unidos deve continuar desacelerando, mas não a ponto de beirar a recessão. Delfim acredita que o Fed já fez o que tinha a fazer para acalmar os investidores ao reduzir a taxa de redesconto de 6,25% para 5,75%.Na avaliação do ex-ministro, a festa dos bancos - lucros e crescimento recordes nos últimos quatro anos - só vai terminar com o acordo Basiléia 2. O Basiléia 2, ainda em elaboração, conterá regras para proteger os bancos de crises. Segundo Delfim, a crise atual nada tem a ver com a da moratória do México, em 1982, a chamada crise da dívida externa, por ter levado a uma crise de liquidez toda América Latina. "Hoje, a crise é de crédito do setor privado, não tem crédito soberano envolvido nisso", disse.

AE, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 08h47

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