Para diplomatas, posição rígida da Índia dificulta acordo na OMC

Após uma semana de pouco progresso, negociadores dizem que esta sexta será um dia de tudo ou nada

Deise Vieira, da Agência Estado,

25 de julho de 2008 | 11h07

A posição intransigente da Índia nas negociações da Organização Mundial de Comércio (OMC) esta semana está bloqueando as discussões em Genebra, segundo fontes diplomáticas. Ao mesmo tempo, países africanos estão pressionando o grupo de negociação chamado G6+1 para que mostre liderança e vontade política para destravar a Rodada Doha e amplie sua perspectiva para lidar com questões que dizem respeito a todos os 153 membros da OMC, em vez de focarem apenas em preocupações individuais. O grupo reduzido de negociação G6+1 é composto por Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia, Brasil, Austrália e China.   Veja também: Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra 'Próximas 24 horas são cruciais', diz diretor-geral da OMC Brasil terá que convencer Índia e Argentina por acordo na OMC Stephanes 'deve achar que estou me divertindo', diz Amorim 'Não acredito em Doha', diz Stephanes Brasil quer benefícios para etanol na Rodada Doha   No início do quinto dia de encontro em Genebra, diplomatas e negociadores dizem que esse é um dia de tudo ou nada, após uma semana em que houve pouca evidência de progresso. As disputas entre países ricos e países em desenvolvimento atrasam a Rodada Doha, iniciada em 2001, e que está em um impasse quanto a questões como redução de subsídios e tarifas agrícolas e abertura nos setores de indústria e serviços.   "A Índia está tendo uma posição muito dura", disse um diplomata, que pediu para não ser identificado e que participou das discussões entre Estados Unidos, União Européia, Japão, Índia, Brasil, Austrália e China. Segundo a fonte, o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, está sendo "muito rígido" em sua oposição à abertura dos mercados indianos para produtos agrícolas e industriais. "Nada mudou realmente. A grande questão hoje é a Índia", disse outro diplomata. "Estamos preocupados sobre a vontade política da Índia de negociar."   "Eles (os sete países) têm o peso do mundo em seus ombros, mas o mundo não pode esperar para sempre", afirmou o vice-primeiro-ministro do Quênia e também ministro do Comércio, Uhuru Kenyatta. "Esta não é uma oportunidade para um pequeno grupo discutir questões pertinentes somente a ele, mas uma oportunidade para um pequeno grupo ajudar o mundo a ir adiante e ter um resultado positivo", disse ele. As informações são da Dow Jones.

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