Para diretor de banco europeu, crítica do FMI ao Brasil é contradição

O relatório do FMI, divulgado quinta-feira, alertando sobre a vulnerabilidade do Brasil e o risco de um contágio financeiro entre mercados emergentes, aparentemente não teve um impacto negativo para o diretor de pesquisas para mercados emergentes do banco Dresdnker Kleinworth Wasserstein, Neil Dougal. "O FMI, através da recente ajuda ao Brasil, deu uma mostra concreta de apoio ao País e vem manifestando a sua concordância e confiança no gerenciamento econômico do país", disse. "Os encontros de Malan e Fraga nos Estados Unidos e aqui na Europa também demonstraram que há um apoio das autoridades dos países ricos ao Brasil."Dougall disse que existe mesmo um ponto de interrogação sobre o eventual impacto que a crise brasileira teria sobre os mercados emergentes, tema analisado amplamente pelo estudo do FMI. "Diante das crises asiáticas e russa na década passada, é óbvio que há o temor que um agravamento da situação no Brasil, que é um País importante, teria sobre os mercados financeiros internacionais", afirmou. "Mas já está bem claro que os investidores aprenderam com as lições do passado e um contágio hoje tenderia a ser menor."

Agencia Estado,

13 de setembro de 2002 | 15h03

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