Para diretor de refinaria, petróleo está com preço defasado

O conjunto de produtos derivados de petróleo, no Brasil, está com uma defasagem de 15% a 20% nos seus preços, afirmou hoje o diretor comercial da Refinaria de Petróleo de Manguinhos S. A., Luiz Henrique Sanches. De acordo com ele, os preços praticados hoje no Brasil estão no mesmo patamar de julho, quando se tinha por base um preço do barril de petróleo a US$ 22 e o dólar a R$ 2,50. "Agora, com o dólar a R$ 3,10 e o barril de petróleo em US$ 27 e US$ 28, o cenário é outro", disse. Ele observou que, apesar de o mercado estar com os preços liberados, as empresas tendem a acompanhar os preços da Petrobrás, que é dona de 90% do mercado. Segundo Sanches, os efeitos dessa diferença no resultado da empresa depende do tempo que a situação durar, mas o resultado mensal vai ser afetado.A Refinaria de Manguinhos foi uma das 12 empresas ganhadoras do prêmio de Excelência Empresarial da FGV, com base em critérios de rentabilidade e endividamento. Sanches recebeu o prêmio pela empresa em solenidade na Fundação.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2002 | 16h53

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