Para diretor do BC, grau de investimento está 'próximo'

O Brasil está "próximo" de atingir ograu de investimento, afirmou nesta terça-feira o diretor dePolítica Monetária do Banco Central, Mario Torós, fezendo eco acomentários do ministro da Fazenda. Guido Mantega afirmou na véspera que o país obterá a novaclassificação das agências de rating ainda em 2008. Torósevitou indicar uma data, mas salientou que "os indicadores desolvência do Brasil são os melhores da história". Em apresentação do Best, programa para divulgar o mercadobrasileiro mundo afora, Torós acrescentou que "há ainda umpotencial muito grande de crescimento de investidoresestrangeiros" no país. Ele citou como exemplo o México, em que 10 por cento dadívida pública está nas mãos de não-residentes, enquanto noBrasil essa participação é de 3 por cento. "Por aí temos otamanho da tarefa que temos que cumprir." Torós destacou ainda a melhora dos fundamentos da economiabrasileira. "A política econômica que o Brasil vem mantendo temservido ao Brasil em períodos de bonança bem como em períodosde mais turbulência como o que vivemos agora", disse. "Não temos ilusão de que o Brasil está completamentedescolado (da crise externa), mas certamente está melhorpreparado." Criado em 2004, o Best levou informações sobre o Brasil acerca de 2.700 investidores de Estados Unidos, Europa e Ásia.De lá para cá, 10 mil novas contas de investidores estrangeirosforam abertas para negociação de ativos no país, segundo odiretor-geral da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), EdemirPinto, um dos participantes do grupo. O Best apresentou nesta manhã a estratégia de apresentaçõespara 2008, com viagens já marcadas para locais como Dubai,Londres, Luxemburgo, Nova York e Tóquio. O BC, assim como o Tesouro Nacional, apóia o Best eparticipa dos roadshows sobre o Brasil. SAIA-JUSTA Edemir Pinto, da BM&F, também destacou que o Best aceleroualgumas mudanças nas condições de investimentos do Brasil --eacabou criando uma saia-justa ao incluir o fim da CPMF nalista, ao lado de outras medidas consideradas positivas paraatrair os estrangeiros, como a isenção de Imposto de Renda nacompra de títulos públicos.Mas o secretário do Tesouro, Arno Augustin, fez questão dedestacar em breve palestra no evento que "nós do Tesouro nãoatribuímos ao trabalho do Best" o fim da contribuição. A decisão do Congresso de não renovar a CPMF significa aoscofres públicos uma perda anual de receitas de cerca de 40bilhões de dólares. Na visão de alguns participantes domercado, o tributo era um obstáculo à ampliação das transações. (Por Daniela Machado)

REUTERS

12 de fevereiro de 2008 | 13h44

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