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Para diretor do BC, valorização do dólar no mundo é inevitável

Para Aldo Mendes, mudança de patamar deve ocorrer com o câmbio de países emergentes e ricos

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE / LONDRES, FABRÍCIO DE CASTRO / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2013 | 02h02

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, disse ontem acreditar que a mudança das perspectivas da economia americana torna a valorização da moeda dos Estados Unidos um movimento "inevitável". "Se o processo for concluído e houver mesmo essa percepção de uma nova estrutura na economia dos Estados Unidos, será inevitável que haja a apreciação do dólar e consequente depreciação de outras moedas", disse.

"Não será apenas o real. Não serão apenas moedas emergentes. Também vai acontecer com o dólar da Austrália, o dólar do Canadá, o euro", disse Aldo Mendes em entrevista coletiva realizada em Londres após a visita de autoridades brasileiras a investidores na capital britânica. "Será uma consequência inevitável", disse.

Mesmo assim, ele informou que o BC está atento e que pode intervir caso as cotações do real descolem do movimento global. "As moedas emergentes estão caminhando juntas, mas, se o real se descolar, é motivo para intervenção", disse.

As declarações do diretor do BC fizeram com que a moeda americana voltasse a subir em relação ao real ontem, revertendo o movimento de queda registrada na segunda-feira.

Oscilação. No meio da tarde, as cotações chegaram a atingir R$ 2,15, em alta de 1,03%. Depois, o movimento perdeu um pouco de força e o dólar encerrou a R$ 2,1370, com um avanço de 0,42%. Os rumores sobre a possibilidade de redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros na renda fixa, que acabariam se confirmando mais tarde, ajudaram na desaceleração da moeda americana. Com a oscilação de ontem, de qualquer forma, o dólar acumula um ganho de 4,50% em 2013.

Com o anúncio da mudança no IOF, analistas preveem agora que a moeda americana deve perder fôlego no Brasil, podendo recuar para abaixo de R$ 2,10.

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