Para distribuidoras, pacote ajuda, mas não resolve

Entidade que reúne empresas quer saber como a CCEE conseguirá dar garantias para os empréstimos de R$ 8 bi

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2014 | 03h00

Após encontro com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, avaliou que as medidas anunciadas anteontem pelo governo resolvem, a princípio, o problema de fluxo de caixa do setor. "Uma primeira avaliação indica que o pacote resolve o problema da exposição involuntária e o custo das térmicas", disse o executivo.

Leite ponderou, no entanto, que a entidade ainda irá analisar mais profundamente os impactos das medidas. Uma dúvida que ainda resta é a forma pela qual a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) conseguirá dar garantias para os empréstimos de aproximadamente R$ 8 bilhões anunciados anteontem.

O pacote de medidas para o setor inclui a realização de um leilão A-0 para cobrir o buraco de suprimento que as distribuidoras não conseguiram preencher no leilão A-1, realizado em dezembro do ano passado. Desta vez, empreendimentos térmicos poderão participar do certame, algo que estava vedado na disputa anterior. A expectativa, com a medida, é que a oferta de energia para ser entregue já a partir de maio seja superior à descontratação das empresas.

Além disso, para resolver a conta dessa energia nos quatro primeiros meses do ano e ainda toda a eletricidade térmica que está sendo usada em 2014 devido aos baixos níveis dos reservatórios, o Tesouro Nacional fará um aporte de recursos da ordem de R$ 4 bilhões. Outros R$ 8 bilhões que seriam necessários para cobrir esses custos serão captados pela CCEE junto aos bancos na forma de empréstimo, que será pago pelos consumidores.

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