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Para Doria, América Latina caminhava para ser bolivariana e 'hoje isso é passado'

Prefeito de São Paulo estreou no Fórum Econômico Mundial de Davos já com a ideia de que sua cidade receberá o evento localmente em março

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2018 | 15h19

Davos - O prefeito de São Paulo, João Doria, estreou no Fórum Econômico Mundial de Davos já com a ideia de que sua cidade receberá o evento localmente em março. De 11 a 13 de março, ele espera receber os líderes da América Latina. "Se há cinco anos o continente caminhava para ser bolivariano, hoje isso é fato passado e é focada mais uma posição mais realista: com visão social, econômica e política", salientou.

Para o prefeito, não apenas o Brasil, mas outros países estão ressurgindo mais fortalecidos. "Agora caminham juntos com uma visão mais liberal, menos intervencionista, e não populista, principalmente", disse, citando além de Brasil e Argentina, as maiores economias do sul, também o México, o Chile e a Colômbia.

Segundo as primeiras informações que disse ter recebido dos organizadores de Davos, Doria disse que vários dos líderes da América Latina, além de empresários, já confirmaram sua presença no evento do Brasil.

Em sua participação em Davos, ele disse que conta com uma perspectiva de crescimento maior de investidores nacionais e internacionais na cidade. Ele atribuiu o movimento, primeiro, ao programa de desestatização de São Paulo e, depois, a uma melhora da economia brasileira.

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"Estou sentindo aqui investidores americanos, europeus, asiáticos e do oriente médio e chineses e até indianos para minha surpresa", mencionou. Ele disse que teve hoje uma "agradável surpresa" ao conversar com investidores indianos interessados em investir na maior cidade do País em áreas como de óleo e gás entretenimento e distribuição de oxigênio. "Eles estavam fora dos nosso radar", explicou.

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