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Para driblar crise, agência exportadora prioriza mercado dos EUA

À frente da Apex, agência do governoresponsável pela promoção das exportações, o economistaAlessandro Teixeira quer adotar uma postura agressiva diante dodesaquecimento da economia dos Estados Unidos, principalmercado consumidor de produtos brasileiros. A estratégia é intensificar os eventos promocionais nos EUAem meio a incertezas sobre o grau em que a crise poderá afetaras vendas externas brasileiras. "Tem uma teoria que diz que momentos de crise são osmomentos em que o bom investidor mais investe. Eu compartilhodisso", afirmou o presidente da Apex à Reuters. "Estou otimistaporque tenho um plano de ação." Para este ano, a agência tem programados 83 eventos nosEUA, entre participação em feiras de negócios, organização demissões compradoras e eventos promocionais em redes desupermercardos. Teixeira também viaja mensalmente ao país para consolidar aatuação do escritório de negócios que a Apex mantém em Miamipara oferecer apoio logístico aos exportadores brasileiros. No ano passado, os Estados Unidos absorveram 15,6 por centodas exportações brasileiras. "Se a crise for fraca, eu ganhei mercado. Se a crise formuito forte, eu pelo menos diminui as perdas em relação aosoutros, o que também é uma forma de ganhar", afirmou. Sobre o quadro atual da balança comercial brasileira, quejá vê o superávit cair diante de um crescimento desenfreado dasimportações, Teixeira diz que ele exige atenção, mas não se diz"apavorado". O superávit comercial brasileiro caiu em 2007 frente ao anoanterior pela primeira vez desde 1998, para 40 bilhões dedólares. No período, as exportações cresceram respeitáveis 17por cento, mas as importações dispararam 32 por cento. PERFIL FAVORÁVEL DAS IMPORTAÇÕES Em janeiro deste ano, o aumento das importações foi de 46por cento frente ao mesmo período de 2007 e a balança teve omenor superávit em mais de cinco anos, de 944 milhões dedólares. Teixeira admite que, se esse cenário fosse "estático", opaís estaria fadado a voltar a registrar grandes déficitscomerciais em poucos anos. Mas sua avaliação é de que ocrescimento das importações irá arrefecer, enquanto a alta dasexportações deve se estabilizar em torno de 10 a 12 por centopelos próximos anos. Para 2008, a meta oficial do governo é de que asexportações cresçam para pelo menos 172 bilhões de dólares,frente aos 160,6 bilhões de dólares do ano passado. Não há metapara as importações. "Tenho certeza de que, se você olhar no longo prazo, a taxade importação não pode continuar crescendo da forma que está.Mesmo porque, se você olhar o perfil das importações, em grandeparte você tem bens de capital, que servem para aumentar acapacidade produtiva", acrescentou Teixeira. Os dados da indústria e do consumo interno também confirmamque a alta das importações não está ocorrendo em prejuízo docrescimento do país, acrescentou. (Edição de Daniela Machado)

ISABEL VERSIANI, REUTERS

15 de fevereiro de 2008 | 12h36

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