Para Duhalde, Argentina terá apoio do FMI

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, disse na sua primeira entrevista coletiva à imprensa internacional que o país, por fazer parte dos organismos internacionais, "deve e deveria" contar com ajuda destas instituições. "É evidente que um governo novo comece trabalhando com a idéia de ter ajuda de organismos multilaterais de financiamento aos quais pertence", disse o presidente logo no início da coletiva na Casa Rosada. Duhalde reconheceu que a situação da Argentina é muito difícil e afirmou que o governo terá seu próprio plano de desenvolvimento. Indagado sobre uma eventual recusa de apoio do FMI, o presidente disse que se não tiver esta colaboração terá de estudar como resolver seus problemas. Mas, afirmou, "acredito que vamos receber o apoio". ServiçosO presidente criticou duramente os preços dos serviços cobrados na Argentina. Segundo ele, esses custos decorrem de políticas erradas e equivocadas anteriores. "Alguma coisa está errada. Portanto, minha obrigação é colocar tudo em seu lugar, mesmo que venha a afetar interesses de empresas de outros países e mesmo que possa haver contestações jurídicas", disse Duhalde ao referir-se principalmente às tarifas cobradas por companhias espanholas instaladas no país. Atualmente, a Argentina tem os custos de telecomunicações, energia, água e esgoto, entre as mais altas do mundo e até a desvalorização do peso, elas estavam dolarizadas. "A Argentina não pode mais pagar serviços mais caros do que em outros países", afirmou.Leia o especial

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