Para Duhalde, FMI deveria ajudar Argentina por uma questão política

O presidente argentino Eduardo Duhalde disse na tarde desta terça-feira que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria ajudar a Argentina inclusive até por questões políticas. "Acreditamos que com tudo que já foi feito deveríamos receber ajuda também por uma questão política, de tranqüilidade na América Latina", declarou o presidente, em entrevista à Rádio 10, de Buenos Aires. Duhalde disse ainda que, embora exista hoje incertezas no país, elas (as incertezas) acabarão desaparecendo assim que o paísconsiga chegar um acordo com os organismos multilaterais de financiamento. Na entrevista, o presidente disse acreditar ainda que o acordo com o Fundo poderá ser concretizado até o final de abril. Ele acrescentou que, assim que a Argentina receba a ajuda do Fundo, a cotação do dólar deverá se estabilizar. Ele estimou também que, depois do acordo com o Fundo, o país receberá outros US$ 2 bilhões para apoiar o setor exportador.Nesse sentido, disse, "as pessoas começam a entender melhor que é necessário esperar essa ajuda e que os problemas começarão a ser superados de forma gradual. A ajuda à qual o presidente Duhalde se refere são os US$ 9 bilhões que se encontram bloqueados no FMI e os quais faziam parte da blindagem financeira acertada em dezembro de 2000 pelo então ministro de Economia, José Luis Machinea. Os outros US$ 2 bilhões citados pelo presidente na entrevista se referem a créditos prometidos pelo Bird e pelo BIDpara alavancar as exportações argentinas. A liberação desses recursos, no entanto, está condicionada ao acordo com o FMI.Leia o especial

Agencia Estado,

19 de março de 2002 | 16h57

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