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Para economistas, Brasil caminha para taxas de juros 'normais'

O Brasil está entrando no terreno da normalidade no que diz respeito a taxas de juros e elas não devem retornar ao patamar astronômico de décadas passadas, disseram economistas nesta quarta-feira.

WALTER BRANDIMARTE, REUTERS

20 de maio de 2009 | 21h38

As taxas de juros do país devem cair para abaixo de 10 por cento neste ano pela primeira na história do Banco Central do país, num momento em que a crise econômica afeta a demanda global e mantém a inflação em cheque, disseram os economistas.

Os juros devem voltar a subir assim que a economia global se recuperar, mas é mais provável que não para uma taxa de dois dígitos.

"Provavelmente veremos taxas mais baixas no curto prazo e provavelmente não as veremos voltar para os níveis que os mercados estão precificando", disse o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, durante conferência organizada pela Itaú Securities em Nova York.

As taxas de juros brasileiras devem se acomodar em patamares mais baixos, pois a inflação segue sob controle num futuro próximo, segundo Goldfajn, que acrescentou que o país está numa transição para níveis "normais" de taxas de juros.

Taxas de juros "normais" seriam "um número mais próximo de 5 por cento do que de 10 por cento", disse Gustavo Franco, sócio da gestora de recursos Rio Bravo Investimento.

Atualmente a taxa Selic está em 10,25 por cento.

"Há toda razão para se presumir que existe uma tendência ou um processo de convergência em andamento nas taxas de juros, que levarão o Brasil a taxas de juros 'normais' em algum momento do futuro", disse Franco, que também é ex-presidente do Banco Central.

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