Para economistas, Nelson Barbosa será o ministro da Fazenda do novo governo Dilma

Para economistas, Nelson Barbosa será o ministro da Fazenda do novo governo Dilma

Em levantamento do AE Projeções, da Agência Estado, nome do ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda foi o mais citado para suceder Guido Mantega no comando da pasta

Denise Abarca, Maria Regina Silva e Flavio Leonel, Agência Estado

05 de novembro de 2014 | 18h21


Dada a ansiedade mostrada pelo mercado financeiro em torno do anúncio de quem será o novo ministro da Fazenda no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o AE Projeções, da Agência Estado, realizou um levantamento especial junto a 32 economistas no qual indicaram o nome de quem acreditam que será o escolhido para ocupar o posto. Adicionalmente, o Broadcast – serviço de notícias em tempo real da Agência Estado – também pediu aos profissionais que indicassem a pessoa que acreditam ser a melhor para o lugar de Guido Mantega, que vai deixar a pasta no novo governo.


Para a primeira pergunta - Quem será escolhido para o cargo? - o nome mais citado, com 21 respostas - foi o do ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, que deixou o governo após divergências com outros membros da equipe econômica. Em seguida, aparece o nome do ex-presidente do Banco Central durante o governo Lula, Henrique Meirelles, com as demais 11 respostas.


Para a segunda pergunta - Quem deveria ser escolhido para o cargo? -, o quadro está menos concentrado. O nome que tem mais apreço entre os participantes é justamente Henrique Meirelles, com 20 citações, seguido do também ex-presidente do Banco Central, no governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, que teve nove respostas. Fraga comandaria a Fazenda numa eventual gestão de Aécio Neves, se este tivesse vencido a eleição. E, como uma menção cada, foram citados ainda Nelson Barbosa; Joaquim Levy, ex-secretário do Tesouro Nacional; e Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda.


Vale destacar que, considerando as duas perguntas, 13 das 32 respostas apontaram Barbosa como o nome de quem ocupará o cargo e Meirelles como quem deveria ocupar. E, também entre os 32, oito profissionais deram a mesma resposta para ambas as perguntas - sete deles citaram Henrique Meirelles e um, Nelson Barbosa.


Dilma Rousseff disse hoje que só anunciará o nome do novo ministro da Fazenda depois de voltar da reunião de Cúpula do G20, a realizar-se em Brisbane, Austrália. A reunião ocorre nos dias 14 e 15 de novembro. Dilma deve estar de volta ao Brasil somente no dia 17 de novembro.


O nome de quem vai ocupar a Fazenda domina as atenções dos investidores desde a campanha eleitoral. E o suspense em relação ao tema vem afligindo o mercado, que aguarda a definição para montar seus prognósticos sobre como deve ser a condução da economia. Para os economistas, o perfil do novo ministro será fundamental na calibragem das expectativas em relação, por exemplo, à austeridade fiscal, ao grau de autonomia do Banco Central na política monetária e cambial e ao nível de intervenção nas empresas estatais, para ficar nos temas mais latentes do momento.


Nesta terça-feira, Dilma Rousseff se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de definir os novos nomes de seu ministério no segundo mandato. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também esteve presente. Lula apresentou a Dilma uma lista de indicações para vários cargos. Na avaliação de Lula, Henrique Meirelles teria perfil ideal para a Fazenda, mas diante da resistência de Dilma a Meirelles, ele também sugeriu o economista Nelson Barbosa, e o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Segundo fontes, Trabuco recusou o convite.

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