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Para Embraer, crise no setor aéreo deve ir até 2011

Presidente da empresa afirma, contudo, que a fase de cancelamentos em massa de pedidos já ficou para trás

Mariana Barbosa, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

A indústria aeronáutica não deve se recuperar antes de 2011, disse ontem o presidente da Embraer, Frederico Curado. "A situação ainda está ruim, mas parou de piorar e se estabilizou. Talvez tenhamos chegado ao fundo do poço." Segundo o presidente da Embraer, a fase de cancelamentos em massa de pedidos já passou, mas a empresa ainda sofre com um ambiente fraco de vendas. O segmento de aviação executiva, de acordo com o executivo, está em uma situação mais crítica que o da aviação civil. "Em termos de cancelamento, a aviação executiva está sofrendo mais."Para atravessar os anos de 2009 e 2010, a Embraer conta com a participação crescente do BNDES no financiamento a seus clientes. "Este ano o BNDES vai financiar de 25% a 30% das nossas entregas", disse. "Ainda é uma participação menor do que a dos bancos de fomento da França e da Alemanha na Airbus, por exemplo, que este ano deve ser de 50%, mas é um apoio fundamental."Depois de demitir 20% de seu efetivo, ou mais de 4 mil funcionários, em fevereiro, a Embraer diz que já está ajustada para atravessar este ano e o próximo. Isso significa que, se o cenário se estabilizar no atual patamar, não será necessário realizar novas demissões. Curado esclareceu ainda que o número real de demitidos foi de 4.050 funcionários, e não 4.200, como foi noticiado. Na época, a Embraer não divulgou um número específico, mas apenas que os cortes representavam 20% de sua força de trabalho. "Na verdade, foram 4 mil demissões no Brasil e 50 no exterior."PROJETO FX-2A Embraer informou que tem interesse na montagem dos caças que a Força Aérea Brasileira (FAB) pretende adquirir, o chamado projeto FX-2. "Ainda não está definido se a montagem do avião será feita no Brasil ou não. Mas se for, nós temos interesse", disse Curado. Anos atrás, a Embraer chegou a fazer parte de um dos consórcios interessados no contrato, em parceria com a francesa Dassault. Mas o projeto foi reformulado e hoje a Embraer participa apenas indiretamente, como receptora da tecnologia que deve ser transferida para o Brasil. A Embraer já está em contato com os três consórcios que participam da disputa - a francesa Dassault Aviation, a americana Boeing Company e a sueca Saab -, em discussões sobre que tipo de tecnologia poderá ser transferida. "Não temos ilusão de que as tecnologias pelas quais o Brasil está mais interessado serão transferidas. Ninguém ensina o pulo do gato", disse Curado durante um almoço da Câmara de Comércio Brasil-França. "Mas estamos conversando para ver como essa transferência poderá se dar."FRASESFrederico CuradoPresidente da Embraer "A situação ainda está ruim, mas parou de piorar e se estabilizou. Talvez tenhamos chegado ao fundo do poço""Não temos ilusão de que as tecnologias pelas quais o Brasil está mais interessado serão transferidas (no projeto FX-2)"

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