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Para Embraer, Polônia saberá escolher aviões mais adequados

O vice-presidente de relações externas da Embraer, Henrique Rzezinski, disse hoje que tem a convicção de que a empresa polonesa Lot saberá escolher os aviões que são mais adequados tecnicamente para suas necessidades. Ele afirmou desconhecer pressões que os poloneses podem estar sofrendo pelo governo do Canadá para que a Lot deixe de comprar 21 jatos no valor de US$ 500 milhões da Embraer. O Canadá ameaça retirar investimentos da Polônia se a empresa aérea continuar com a estratégia de comprar aeronaves do Brasil.O conselho executivo da Lot já havia tomado a decisão de adquirir os aviões da Embraer, mas a pressão dos canadenses, que lutam para garantir a venda pela Bombardier, fez com que a companhia polonesa voltasse a debater a compra. A Lot promete decidir o assunto até o próximo dia 27. O presidente Fernando Henrique Cardoso já enviou carta ao governo polonês a respeito. "É evidente que o governo brasileiro procurará defender isonomia para que as escolhas sejam feitas por critérios técnicos", disse Rzezinski.Questionado sobre a ação dos Estados Unidos para barrar as negociações com aviões militares da Embraer para a Colômbia, ele afirmou que a expectativa é também que os colombianos façam a escolha de acordo com suas necessidades técnicas. Rzezinski negou que a Embraer esteja atrasando entregas de aviões e afirmou que os pedidos firmes para este ano são de 135 aeronaves, meta que será cumprida. Ele participa hoje do seminário "A Opção Alca", promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.O executivo afirmou que, apesar da retórica de livre comércio, há sempre fatos que protegem a indústria dos países desenvolvidos, como o caso de aviões, aço e suco de laranja. "A retórica na prática é pontuada por medidas protecionistas e é fundamental que os empresários se mobilizem e participem do processo para que as negociações na Alca sejam do interesse nacional."

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 20h11

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