Para enfrentar aumento do álcool, Alckmin destaca carro flex-fuel

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje que os proprietários de veículos bicombustíveis (flex-fuel), movidos a álcool e gasolina, estão com a "faca e o queijo na mão" para enfrentar a onda de aumento de preços do álcool promovida por produtores, distribuidores e revendedores do combustível. "Aumentou o álcool, abastece com gasolina; aumentou a gasolina, abastece com álcool", afirmou o governador, após participar de evento de promulgação da nova lei do Simples Paulista, sistema de regime tributário simplificado.Entre Estados, São Paulo é o maior produtor mundial de álcool e açúcar, representando mais de 50% da produção brasileira. Por isso, Alckmin declarou que vai se reunir com o secretário estadual de Agricultura, Duarte Nogueira, para discutir quais medidas podem ser tomadas em âmbito estadual para atenuar a escalada de preços do combustível.Ele não quis, ou não soube, informar quais medidas poderiam ser adotadas pelo Estado, uma vez que todo o processo de controle de abastecimento e acompanhamento de preços do insumo é capitaneado pelo governo federal. Ressalvou, entretanto, que a administração paulista já adotou medidas de incentivo ao consumo e produção do álcool combustível, ao reduzir de 25% para 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).O governador de São Paulo não considera que a crise vivida pelo setor, neste momento, possa colocar em descrédito a política governamental de abrir o mercado internacional para o álcool. Em encontros com os governos da China e do Japão, Alckmin apresentou proposta para que esses países promovessem uma mistura de pelo menos 5% de álcool anidro à gasolina.Tal política também incentiva grupos empresariais desses países a investirem em usinas sucroalcoleiras do Estado e apresenta, entre os projetos mais importantes, a construção de um álcoolduto interligando o interior do Estado ao Porto de São Sebastião, no litoral norte paulista, exatamente com o objetivo de oferecer infra-estrutura para exportação do combustível."A produção (de álcool) está crescendo e o Brasil pode superar o desafio de abastecer o mercado interno e ainda exportar", insistiu, ao acrescentar, em seguida, que a "tendência mundial" é de que os países substituam o antidetonante da gasolina por etanol, menos poluente.

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