Para entidades, BC compromete crescimento em 2008

O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), criticou a manutenção da taxa Selic em 11,25%, comentando que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) compromete o crescimento da economia no primeiro semestre de 2008. "Isto porque cada decisão do Banco Central leva vários meses para produzir resultados concretos e positivos na economia. A continuar com esta política de juros altos seremos em 2008 o patinho feio das economias emergentes do mundo", disse o sindicalista, em nota divulgada à imprensa.Ele qualificou a decisão do BC como "extremamente perversa para os trabalhadores" e acrescentou que "o Copom continua colocando uma trava no desenvolvimento e crescimento econômico do País". Paulinho sustentou que o País precisa de taxas mais altas de crescimento para reduzir o desemprego e assegurar aos trabalhadores aumentos reais de salários.ComércioA Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) considerou como a repetição de um equívoco por parte do Copom a manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano. "Quando o Copom decidiu interromper o ciclo de reduções da taxa básica na reunião anterior, tivemos a esperança de que fosse um episódio isolado. Lamentavelmente para o setor produtivo o erro se repete e terá reflexos negativos sobre as perspectivas de crescimento da economia em 2008", afirmou Abram Szajman, presidente da entidade, por meio de comunicado enviado à imprensa.A decisão do Copom também não foi bem-recebida pelo presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti. Por meio de nota, ele comentou que "a decisão do Copom de manter inalterada a Selic, em sua reunião de hoje, atendeu às expectativas do mercado financeiro, mas decepcionou aos empresários, que esperavam por uma redução, mesmo que pequena, da taxa básica. Aguardamos, agora, a próxima reunião, com a esperança de que o Comitê reinicie o processo de redução da taxa Selic para permitir que a economia possa manter o ritmo de crescimento em 2008", avaliou.IbefO Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP) prevê que a taxa de juros apenas voltará a cair ao final do primeiro semestre de 2008. O Ibef descartou a possibilidade de que haja alguma redução antes da reunião de junho.O Ibef acredita que, até lá, o Banco Central ficará ainda mais atento ao comportamento da inflação, por meio do "pulsar" do IPCA, e com os olhos voltados principalmente sobre os preços agrícolas. Para o Ibef, também será prudente acompanhar de perto, durante todo o primeiro semestre, o comportamento da economia americana e as conseqüências da crise do mercado de crédito.

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