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Para entrar na Bolsa, comece por fundos de ações

Nunca se está atrasado para começar a investir em qualquer que seja o tipo de investimento.

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2019 | 05h00

Muitos amigos estão investindo na Bolsa e estou pensando nisso. Ainda vale a pena ou estou atrasado?

Nunca se está atrasado para começar a investir em qualquer que seja o tipo de investimento. Diversificar investimentos é uma máxima de finanças. Assim, colocar parte de seus investimentos em renda variável é algo sempre recomendado. Mas isso depende de quanto dinheiro você tem disponível para investir, de seus objetivos financeiros e de seu conhecimento sobre investimentos. Na pergunta se ainda vale a pena investir está embutida a questão da oportunidade, mas esse é um pensamento de curto prazo que não é muito adequado quando se pensa em ações. O fato é que quem investiu na Bolsa no início do ano chegou a ter ganho de 10% no auge do desempenho do Ibovespa, que bateu os 100 mil pontos em março. Hoje esse ganho está em torno de 3%, mas isso não deve ser o fator decisivo de seu investimento. Com a queda de juros em nosso mercado, os investidores estão deixando a caderneta de poupança e outras aplicações de menor rentabilidade e buscando alternativas que ofereçam mais retorno, mesmo que tenham mais risco. Neste ano tanto o Tesouro Direto quanto a Bolsa brasileira, a B3, ultrapassaram a marca histórica de 1 milhão de investidores pessoas físicas ativos. A B3 ganhou somente este ano 230 mil novos investidores. No Tesouro Direto foram inscritos, em março, mais de 210 mil novos CPFs. A dica é começar a aplicar aos poucos em ações. Inicie investindo em fundo de ações, inscreva-se numa corretora, treine em simuladores, busque aumentar seu conhecimento sobre esse mercado. E importante: não dê atenção àquelas dicas milagrosas de como ganhar dinheiro facilmente ou de qual é a ação que vai render mais. Se alguém soubesse disso não diria para os outros.

Em 1986 comprei um imóvel avaliado hoje em R$ 390 mil. Quero vendê-lo, mas vou ter de reconhecer ganho de capital. Como posso fazer para reconhecer gastos de reforma do imóvel que está sendo vendido? 

O reconhecimento de gastos de benfeitorias deve ser feito na declaração de ajuste anual. Em imóveis adquiridos antes de 1988 os gastos com benfeitorias devem ser lançados de forma separada do valor do imóvel na ficha “Bens e Direitos”. Para os imóveis comprados após 1988 e que já estiverem quitados, esses gastos devem ser adicionados ao valor de compra do bem, na ficha “Bens e Direitos”. Para os imóveis financiados, o valor dos gastos deve ser somado ao valor total já pago. No campo próprio devem ser discriminados data e valor das obras. Todos os gastos com construção, ampliação e reforma podem ser adicionados ao valor do imóvel. Em caso de reforma estrutural deve ter havido a aprovação pelos órgãos municipais. Pequenas obras como pintura, troca de azulejos, pisos ou encanamentos também podem ser incluídas desde que todos os gastos sejam devidamente comprovados. Não podem entrar na conta itens como troca de móveis ou decoração. Reconhecer gastos em benfeitorias é a forma permitida pelo Fisco para atualização do valor do bem. As regras atuais não permitem atualizações pelo valor de mercado ou mesmo reajustes devido à inflação. A inclusão de gastos aumenta o valor de aquisição e, assim, será reduzido o tributo relativo ao ganho de capital que é apurado pela diferença entre o valor de compra e o de venda do bem. Atente ao fato de que a venda de imóveis abaixo de R$ 440 mil, desde que seja o único bem imóvel que o titular possua, está isenta de tributação sobre ganho de capital.

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