Para especialista, oferta da Europa ao Mercosul é perversa

O diretor-presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Marcos Jank, disse que a União Européia não ofereceu nem oferecerá 30% de seu mercado agrícola aos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). "O que a União Européia quer é oferecer quotas tarifárias. Mas esse é um regime muito ruim e perverso, já que permite pouco acesso aos mercados", disse para cerca de 500 empresários do setor de agronegócio que participaram de um seminário, em São Paulo. Para ele, as discussões entre o Mercosul e a União Européia podem avançar mais rapidamente do que na Alca, mas significará muito pouco. "Nós (o Brasil) gostaríamos que (os europeus) apresentassem uma redução tarifária. Quotas, lamentavelmente, atraem pequenos países que se sentem seduzidos por um mercado garantido, mas trata-se de um esquema perverso para as nações mais competitivas", disse. Para o diretor do Icone, a Alca é muito mais importante, apesar de estar caminhando de forma mais lenta. "É melhor do que a possibilidade de se ter dezenas de acordos bilaterais nas Américas, disse Jank. Para ele, há (no Brasil) uma resistência política contra a Alca, embora a oferta agrícola que os EUA fizeram seja boa. "A oferta do Mercosul é ruim, pífia. Há muito pouca vontade de fazer a Alca acontecer", disse Jank.

Agencia Estado,

22 Março 2004 | 17h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.