Para especialistas e empresas, obra é viável

A construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo é apontada como necessária por especialistas e companhias aéreas. Para atender à demanda por voos, que deve aumentar quatro vezes em 15 anos, a capacidade dos aeroportos deve crescer no mesmo ritmo. Mas, enquanto Guarulhos e Congonhas praticamente não têm espaço para ampliações, usar o distante aeroporto de Campinas para atender a Grande São Paulo não é viável, dizem especialistas.

Glauber Gonçalves, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

"É fundamental um terceiro aeroporto. Campinas não é uma alternativa viável, devido à distância, mesmo considerando-se o trem-bala", diz o consultor André Castellini, da Bain & Company, referindo-se ao trem de alta velocidade (TAV) que o governo federal quer implantar ligando São Paulo, Campinas e Rio.

Um levantamento feito pela consultoria mostra que, entre as 25 maiores cidades do mundo, nenhuma outra está tão distante do centro da região metropolitana quanto o de Viracopos (105 km). O mais distante é o de Tóquio, a cerca de 60 quilômetros.

Na semana passada, o presidente da holding TAM, Marco Antônio Bologna, disse que eventualmente será necessário avaliar a possibilidade de construção de um novo aeroporto. Ele não quis opinar, porém, sobre o projeto de Caieiras.

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