Para EUA e Alemanha, crise do euro vai passar

Em comunicado, Timothy Geithner e Wolfgang Schaeuble acreditam que a implementação de reformas trará maior integração entre os países

MUNKMARSCH, ALEMANHA, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h04

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, e o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, se mostraram confiantes ontem sobre a capacidade de os Estados-membros da zona do euro implementarem reformas e atingirem uma integração maior para superar a crise da dívida.

Em comunicado divulgado após encontro na Ilha de Sylt, no norte da Alemanha, onde Schaeuble está em férias, os dois elogiaram os esforços feitos por Irlanda e Portugal para colocar as finanças públicas em uma base mais estável. Eles também citaram as recentes reformas estruturais de Espanha e Itália. "(As duas autoridades) salientaram a necessidade de cooperação e coordenação internacionais contínuas para atingir finanças públicas sustentáveis, reduzir desequilíbrios macroeconômicos globais e restaurar o crescimento".

Da Ilha de Sylt, Geithner seguiu para Frankfurt para se encontrar com o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Na quinta-feira, o BCE se reúne para discutir a política monetária. Especialistas acreditam que Draghi deve anunciar um corte da taxa de juros do bloco, atualmente em 0,75%.

Apelo. Em Washington, ontem à noite, o presidente americano, Barack Obama, advertiu que a economia americana continuará enfrentando dificuldades provocadas pela crise na Europa e pediu que ações mais enérgicas sejam tomadas pelas autoridades locais. "Não acredito que os europeus permitirão a derrocada do euro, mas terão de tomar ações decisivas para tanto."

Obama disse ainda que ele Geithner estão "empenhando uma enorme quantidade de tempo" e trabalho junto aos líderes europeus para que eles entrem em ação. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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