Para EUA, é "cedo" para novos acordos comerciais na AL

O representante comercial adjunto dos Estados Unidos, John Veroneau, afirmou na sexta-feira que "é cedo" parapensar em novos acordos de livre-comércio com naçõeslatino-americanas, depois dos assinados com a Colômbia, o Peru e o Panamá.O funcionário, porém, acrescentou que a Casa Branca "sempre está buscando formas de avançar no livre-comércio"."Agora estamos concentrados em conseguir a aprovação parlamentar dos acordos já assinados", disse, durante uma entrevista coletiva em Buenos Aires.Veroneau explicou que atualmente o governo de George W. Bush "está negociando" com grupos de legisladores para conseguir "um apoio bipartidário" aos convênios com a Colômbia, o Peru e o Panamá.A oposição democrata levantou objeções nas áreas trabalhista e ambiental.Ele se reuniu na Argentina com os ministros da Economia, Felisa Miceli, e de Relações Exteriores, Jorge Taiana, para conversar sobre as negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que estão travadas desde julho.Para o americano, Argentina e EUA "têm o objetivo comum dereduzir os subsídios" à agricultura, uma das reivindicações dos países em desenvolvimento exportadores de produtos agrícolas na Rodada de Doha.Veroneau assinou na quinta-feira um Acordo de Comércio eInvestimentos (Tifa, em inglês) com o Uruguai, que se queixa dos problemas causados pelas assimetrias econômicas com a Argentina e Brasil, seus parceiros no Mercosul.Autoridades da Argentina e Brasil, as maiores economias do bloco sul-americano, rejeitam a opção de o Uruguai negociarindividualmente um acordo de livre-comércio com os EUA.Veroneau não quis responder se o Paraguai, a menor economia do Mercosul, também vai assinar um tratado.Em defesa do livre-comércio, ele chamou de "um mito" a idéia de que o crescimento econômico de um país custe o retrocesso de outro, porque "o maior desenvolvimento de um beneficia o do outro".Os EUA "sempre estão interessados em ter parceiros comerciais no mundo todo e negociar acordos", acrescentou.John Veroneau iniciou sua viagem pela América do Sul no Chile, o primeiro país da região a assinar um acordo de livre-comércio com os EUA, que na sua opinião vem se mostrando "muito bem-sucedido".

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