Para evitar deflação, BCE reduz juros e adota inédita taxa negativa para depósitos

BC europeu cortou a taxa de refinanciamento para a nova mínima histórica de 0,15% e a de depósitos bancários, a -0,10%

Agência Estado e Reuters

05 de junho de 2014 | 09h11

FRANKFURT - O Banco Central Europeu (BCE) decidiu reduzir suas três taxas básicas de juros na reunião de política monetária desta quinta-feira, como havia previsto a grande maioria dos analistas. Com isso, a autoridade monetária busca combater o risco de que a zona do euro entre em deflação.

O BCE cortou a principal taxa, a de refinanciamento, para a nova mínima histórica de 0,15%. Desde novembro a taxa estava sendo mantida em 0,25%. 

Além disso, a instituição diminuiu a taxa de juros de empréstimo marginal a 0,40%, de 0,75%, e reduziu a taxa para depósitos bancários, a -0,10%, de 0%. A taxa negativa de depósitos é inédita na zona do euro.

A decisão veio num momento em que a recuperação econômica da zona do euro permanece fraca e o bloco enfrenta o perigo da deflação. Dados preliminares mostram que a inflação anual na região ficou em 0,5% em maio, bem abaixo da meta do BCE, que é de uma taxa menor que 2%.

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