Joédson Alves/EFE
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Para evitar filas, Caixa vai reformular pagamento de auxílio emergencial de R$ 600

Calendário atrelado a outros benefícios, como o Bolsa Família, causou aglomerações em agências; ao todo, quase 97 milhões de pessoas solicitaram acesso a dinheiro do governo

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2020 | 19h24

BRASÍLIA – Depois de beneficiários dormirem nas portas de agências da Caixa, o presidente da instituição, Pedro Guimarães, disse que mudará o calendário da segunda parcela para minimizar as aglomerações, mas que não há como fazer o pagamento do auxílio emergencial sem filas e aglomerações em tempos de pandemia de coronavírus.  “Sabemos que houve aglomeração grande nesta semana. Estamos agindo para resolver. Não há possibilidade de pagar 50 milhões de pessoas em três semanas sem fila, não vou prometer”, disse.

O novo calendário ainda será discutido com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e apresentado ao presidente Jair Bolsonaro antes de ser apresentado.  A ideia é evitar sobreposição entre o pagamento do Bolsa Família e do auxílio emergencial para reduzir a demanda nas agências. Segundo Guimarães, nesta semana, houve pagamento concomitante do programa e do auxílio emergencial, tanto via contas digitais quanto para saque em espécie.

"Não há condição de misturar pagamento do Bolsa Família com o das contas digitais. Vamos minimizar filas no segundo pagamento do auxílio emergencial”, afirmou. “Estamos fazendo o maior pagamento do Brasil e talvez do mundo neste momento. 50 milhões de brasileiros receberam recursos nos últimos 20 dias”.

Além disso, haverá melhorias no aplicativo do auxílio emergencial e contratação de 3 mil novos vigilantes para organizar as filas. 

Como mostrou matéria do Estadão desta sexta-feira, beneficiários chegaram a dormir na porta de agências da periferia de São Paulo e filas se repetiram por todo o Brasil nos últimos dias. Com o início do pagamento do benefício, as portas das agências da Caixa viraram local de peregrinação de um exército de brasileiros que viu a pouca renda que tinha sumir com a pandemia. 

Ele frisou que o calendário do Bolsa Família não mudará e o benefício continuará sendo pago nos últimos dez dias do mês. O executivo disse que a demanda nas agências tem sido enorme e que a maioria das pessoas vão para a agência pedir informação, e não para sacar o auxílio. “O próximo calendário levará em conta tudo o que está acontecendo agora.  Entendemos a necessidade e o desespero das pessoas por esses recursos”, disse.

97 milhões de cadastros

Quase 97 milhões de brasileiros fizeram o cadastro para receber o auxílio emergencial até agora. De acordo com a Caixa, 50,1 milhões foram aprovados e estão recebendo a primeira parcela e 26,1 milhões foram considerados inelegíveis. Outros cadastros estão inconclusivos e devem ser refeitos ou ainda estão sob análise.

“Estamos reenviando respostas para pessoas que tinham que tinham cadastro inconclusivo ou negativo. Peço que chequem os aplicativos. Muitas já receberam e estão indo às agências”, afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.  De acordo com o executivo, 80% dos beneficiários foram até a agência sacar e 20% fizeram transferência ou pagamentos digitais.

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