Para evitar pânico, cinco países da AL intervêm em filiais do grupo Stanford

Com medo de que uma onda de pânico entre investidores desestabilizasse o sistema bancário de seus países - após a descoberta da fraude de US$ 9,2 bilhões feita pelo grupo financeiro americano Stanford Bank -, autoridades reguladoras e governos da América Latina pressionaram unidades locais do banco. Ontem, Venezuela, Equador, Peru, México e Panamá anunciaram medidas para intervir no sistema financeiro.Após a pequena filial do banco na Venezuela ter sofrido uma enxurrada de saques, o governo interveio e deve vendê-lo. O presidente Hugo Chávez tentou acalmar os correntistas dizendo que o sistema bancário nacional é sólido. O ministro de Economia e Finanças, Ali Rodriguez, disse que as operações do Stanford Bank no país são independentes da matriz. As autoridades financeiras no Peru suspenderam por 30 dias as operações do grupo na bolsa de valores. "A medida foi tomada para proteger os clientes de Stanford ante o risco de que a investigação aberta nos Estados Unidos possa afetar suas operações em Lima", disse Marita del Carpio, chefe de imprensa da estatal Conasev à agência AFP. Como medida de segurança, a bolsa de Quito, no Equador, suspendeu as atividades do grupo. E o país tomou o controle das filiais do banco. O mesmo ocorreu no Panamá.A Superintendência Financeira da Colômbia (SFC), suspendeu as operações do Stanford no país. O superintendente Roberto Borrás tentou tranquilizar os 5 mil clientes do banco dizendo que o grupo cumprirá seus compromissos. Autoridades do México não intervieram no sistema financeiro, mas investigam se o banco violou as regulações locais. O bilionário Allen Stanford, autor da fraude, foi localizado ontem no Estado da Virgínia pelo FBI, e foi notificado formalmente.

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