Para evitar ''subprime'', operação é feita somente com imóvel quitado

Aos 77 anos, a aposentada Maria de Lourdes Oliveira Alves não pensou duas vezes em utilizar a casa própria para conseguir um empréstimo que precisava para comprar um imóvel para o filho em Natal (RN).

, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Após tentar várias vezes sem sucesso adquirir um crédito, Maria de Lourdes andava pelas ruas do bairro de Santana quando viu um anúncio de que poderia usar seu imóvel para garantir um empréstimo. "Tendo a escritura da casa, tudo fica mais fácil", afirmou a aposentada, que há três meses pegou o empréstimo de cerca de R$ 50 mil para pagar em cinco anos.

"Juntando minha renda, a do meu marido e de meu filho, não teremos dificuldades para quitar essa dívida", disse Maria de Lourdes. "Nas operações convencionais de crédito, o juro é muito mais alto", acrescentou.

No País, as contratações só são feitas apenas quando o imóvel está quitado. Além disso, é realizada apenas uma operação. O objetivo é evitar situações como o subprime americano (empréstimos imobiliários com alto risco de calotes). Mas o diretor da Brazilian Mortgages, Vitor Bidetti, ressaltou que é preciso estar atento na hora da contratação, pois as taxas de juros podem variar bastante de uma instituição para outra.

A procura por essa operação é cada vez maior, provocada pelo atrativo de prazo maior e juro menor, além da desburocratização do processo. Antes, eram exigidos mais de 52 documentos. Agora são cerca de 10, dependendo da instituição financeira.

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