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Para executivos, idade ''útil'' sobe para 60 anos

Se para os donos de empresa é possível trabalhar além dos 80 anos, a mesma máxima não vale para os que não fundaram o próprio negócio. Entretanto, de acordo com a sócia-diretora da consultoria Mariaca, Patricia Epperlein, a necessidade de certos setores por profissionais experientes está aumentando a longevidade de algumas carreiras.

, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2010 | 00h00

"No caso dos engenheiros, existe uma geração de profissionais que está sendo trazida de volta para o trabalho. São profissionais de 55 a 60 anos, que já estariam em idade de aposentadoria, mas que estão sendo convidados a trabalhar", diz. Recentemente, Patricia conta que a empresa fez uma contratação de um engenheiro de aplicação que já tinha mais de 60 anos. "E foi um caso em que a negociação foi a peso de ouro, porque só havia três profissionais do gênero no mercado. Este deixou uma montadora e foi para outra."

De acordo com a executiva da Mariaca, uma questão que costuma impedir a contratação de profissionais mais velhos é o custo do plano de saúde para profissionais idosos. "E tudo é relativo da percepção do gestor. Nas empresas familiares em que o dono já tem 70 anos, um profissional de 40 anos pode ser considerado um garoto. A questão da diversidade e da inclusão nas companhias está começando a passar pela criação de oportunidades para pessoas de mais idade."

Patricia também percebe que os profissionais aposentados que precisam de dinheiro para completar a renda têm encontrado trabalho de menor remuneração como empacotadores ou atendentes em redes de restaurantes e supermercados. "São funções que não exigem nenhuma competência específica ou dinamismo, mas sim cordialidade, educação e sensatez. É uma forma de essas pessoas conseguirem uma renda extra no fim do mês."

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