Para Fazenda, País crescerá a partir do 4º trimestre

A decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros, assegurado pela consolidação do combate à inflação, permitirá o crescimento econômico no último trimestre de 2003. "Já há alguns sinais de retomada, mas gradualmente vamos crescendo, com uma recomposição do consumo de bens duráveis e ampliação da utilização da capacidade ociosa das empresas. O início da retomada fica para o quarto trimestre", disse ao Estado o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto.Na avaliação dele, o custo de crédito estará mais baixo no último trimestre do ano, o que poderá provocar um aumento no consumo de bens, abrindo o ciclo de retomada do crescimento. "É gradual mas tem consistência. É um crescimento que vai se tornar sustentável, com bases mais sólidas", afirmou. Na avaliação de Canuto, esses próximos dois anos serão fundamentais para que a taxa de investimento interna cresça e ultrapasse os 20% do PIB. O governo aposta nas parcerias com o setor privado para crescer, o que também será importante para a volta dos recursos estrangeiros.Segundo ele, a retomada da atividade econômica não trará efeitos imediatos sobre a criação de empregos. Para o secretário novos postos de trabalho só deverão ser abertos após a consolidação da retomada da atividade. "O mercado de trabalho reage com uma certa defasagem. O emprego formal, dado a sua estrutura específica, só volta quando o empresário tem muita confiança", disse.

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