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Para Fazenda, rebaixamento do Brasil foi inconsistente

O Ministério da Fazenda reagiu de forma dura e incisiva às críticas da agência de classificação de risco Standard&Poor''s nesta segunda-feira, 24. A área econômica considerou extremamente "subjetiva" a argumentação usada para rebaixar a nota de crédito do País. O governo entendeu que a equipe da S&P visitou o Brasil com o "prato feito", com pouca disposição para ouvir argumentos contra o rebaixamento. Pesou nessa avaliação o fato de a agência anunciar sua decisão menos de duas semanas depois de reuniões em Brasília.

ADRIANA FERNANDES E JOÃO VILLAVERDE, Agencia Estado

24 de março de 2014 | 23h01

Em nota oficial, divulgada seis horas depois de o governo ter sido comunicado sobre o rebaixamento, a equipe do ministro Guido Mantega classificou de inconsistente o movimento da agência em relação às condições da economia brasileira. Para a Fazenda, a decisão foi "contraditória com a solidez e os fundamentos do Brasil". No documento, também é reafirmado o compromisso de cumprimento da meta de superávit primário das contas públicas de 1,9% da Produto Interno Bruto (PIB) - ponto colocado em dúvida pela agência.

A Fazenda também considera a avaliação fiscal feita pela S&P não procedente. O ministério argumentou que o Brasil tem feito um dos maiores superávits primários do mundo nos últimos 15 anos. "Em 2013, cabe salientar, fizemos um superávit primário de 1,9% do PIB, suficiente para reduzir o endividamento público, tanto bruto (de 58,8% do PIB para 57,2% do PIB) quanto líquido (de 35,3% do PIB para 33,8% do PIB)", diz a nota.

Investimentos

O governo considerou equivocado o questionamento da S&P em relação à suficiência do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil. "Não se justificam também as suposições quanto à trajetória do investimento no Brasil", respondeu o documento, que citou o programa de infraestrutura que deve mobilizar US$ 400 bilhões nos próximos anos.

"Vale destacar que o investimento cresceu 6,3% em 2013 (o segundo maior do G-20), em linha com a média de expansão da última década", acrescentou a nota.

Um integrante da área econômica destacou que não houve consenso sobre a decisão no mercado financeiro, já que alguns economistas do setor privado consideram a decisão precipitada. Apesar da notícia desfavorável, a fonte ressaltou que o Brasil continua com grau de investimento e com bons indicadores da economia nesse início do ano, com dados melhores de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ingresso de capitais para a bolsa e renda fixa, além de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED). A avaliação é de que, se houver reação do mercado nesta terça-feira, 25, o movimento deverá ser de curto prazo e transitório.

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