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Para FGV, PIB recuou 0,67% em janeiro

Segundo cálculos da Fundação, por meio do Monitor do PIB, economia registrou leve recuperação, mas não o suficiente para garantir alta

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2017 | 21h48

RIO - A atividade econômica decepcionou no primeiro mês do ano, mas ainda há sinais de retomada lenta e gradual, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 0,67% em janeiro de 2017 ante dezembro de 2016, estimou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) por meio do Monitor do PIB.

Na comparação com janeiro do ano anterior, o PIB recuou 1,2% em janeiro deste ano, mas houve resultados positivos na indústria, agropecuária e comércio. “Estamos sendo cautelosos com a recuperação, porque é muito tênue. O resultado pode ter um efeito de base de comparação (depreciada), que não é pequeno. Janeiro do ano passado foi muito ruim. Em fevereiro não deve acontecer a mesma coisa, estamos prevendo que o próximo mês não deva ser tão bom”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O PIB do mês de janeiro alcançou aproximadamente R$ 515,6 bilhões em valores correntes, estimou a FGV. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

“O processo de recuperação é gradual, é lento, e agora basicamente depende das reformas. Se as reformas não passarem (no Congresso), não sei o que vai acontecer com a economia”, alertou Considera.

No trimestre encerrado em janeiro – comparação que amortece variações agudas e indica tendência –, o PIB recuou 1,4% ante o mesmo período do ano anterior. Os principais destaques positivos foram as atividades extrativa mineral (+7,5%) e eletricidade (+5,7%), enquanto construção (-6,6%) e outros serviços (-4,1%) tiveram os resultados negativos mais relevantes.

O consumo das famílias recuou 2,6% no trimestre até janeiro, ante o mesmo trimestre do ano anterior. O componente “bens duráveis”, entretanto, apresentou crescimento de 0,5%, a primeira taxa positiva após 32 meses consecutivos de quedas.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve retração de 3,9% no trimestre encerrado em janeiro em comparação ao mesmo trimestre de 2016, mas o componente “máquinas e equipamentos” teve uma contribuição positiva de 1,4 ponto porcentual.

A exportação apresentou crescimento de 1,7% no trimestre até janeiro, enquanto a importação cresceu 8,2%.

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