Para Fiesp, crescimento está ?sob severa ameaça?

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirma que, por conta dos juros altos, o crescimento da economia no primeiro semestre deste ano está comprometido e o do resto do ano está "sob severa ameaça". "A decisão de hoje do Copom amplia o fosso existente entre a atividade produtiva que se volta para o mercado interno e aquela que se insere na cadeia exportadora", afirmou o presidente Horacio Lafer Piva, que assina nota distribuída à imprensa na qual comenta a decisão do Banco Central (BC) de aumentar a Selic em um ponto porcentual."A Fiesp é crítica em relação à excessiva dependência do governo em relação à política monetária. O ciclo de aperto monetário já dura cinco meses e monta a 8,5 pontos de porcentagem, com crescimento mais que proporcional do custo de capital das empresas. É insustentável a opção de se combater a inflação com elevação do desemprego, queda dos salários reais e arrocho de margens do setor produtivo", prosseguiu Piva.Sobre o aumento da alíquota de recolhimento compulsório, de 45% para 60%, Piva escreveu que a elevação condena quem está em pior situação neste momento. "Por ter maior dependência de crédito e de um horizonte desanuviado, os setores produtores de bens duráveis e de bens de capital". Segundo o texto, a Fiesp insiste para que prevaleça a convergência dos índices correntes de inflação para as metas estipuladas no horizonte de dois anos. "A autoridade monetária não deve dar peso exagerado ao curto prazo e tampouco subestimar o custo de suas decisões sobre a atividade produtiva."

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