Para Fiesp, nota de crédito da Moody's chegou atrasada

A elevação da nota de classificação de risco de crédito do Brasil pela agência de rating Moody''s, anunciada hoje à tarde, chegou "atrasada" e não muda a avaliação dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil. A opinião é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, para quem o upgrade dado pela Moody''s não merece importância. "Eu acho que Moody''s está atrasada e se não deu o grau de investimento antes, errou. Dar agora apenas corrige o erro", afirmou, em entrevista à Agência Estado.

ANNE WARTH, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 19h06

Duas outras grandes agências de rating, a Standard & Poor''s, em 30 de abril do ano passado, e, em seguida, a Fitch, em 29 de maio, já haviam tomado a decisão de classificar o Brasil como grau de investimento. "No ano passado, quando recebemos o investment grade da S&P e da Fitch, foi importante. Realmente entramos no radar dos investimentos, uma vez que existem alguns tipos fundos que exigiam essa avaliação para fazer aplicações em outros países. Mas, agora, tanto faz como tanto fez", disse.

O diretor da Fiesp concorda com Mauro Leos, vice-presidente sênior da Moody''s para América Latina, que afirmou que o Brasil se mostrou mais forte que outros países na crise financeira internacional. "Comparativamente à média dos países, o Brasil se comportou melhor que os outros na crise. Os fundamentos da economia estavam fortes e continuam. De certa forma, eles foram testados durante a crise. Mas esse atraso não se justifica."

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