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Para Firjan, alta do dólar é "soco no peito"

O presidente do Conselho Empresarial de Economia da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Carlos Mariani Bittencourt, criticou a "histeria" no mercado financeiro, que atinge as empresas, via alta do dólar, restrição ao crédito e insegurança do consumidor. "As empresas recebem um soco no peito com essa alta do dólar, seja em forma de alta de insumos ou de aumento de endividamento", disse. "Não há ?hedge? que agüente porque quanto mais proteção se busca, mas cara fica a proteção e na reversão do processo (quando o dólar baixa), a proteção vira prejuízo", afirmou. Bittencourt criticou a alta do risco Brasil, declarando que "os indicadores brasileiros não são os melhores do mundo, mas também não são os piores e não têm nada a ver com Nigéria, nem com Argentina". Segundo o empresário, já se previa uma insegurança com a proximidade das eleições, "mas a resposta está muito desproporcional ao estímulo e ao que estamos vendo na economia real". Para ele, entre janeiro e hoje, tirando as eleições e a volatilidade no mercado financeiro, não há grandes diferenças na indústria nacional. Ele afirmou que hoje se vê "uns garotos de 24 anos, especialistas em roda de avião ou em pintura de casa no deserto dizendo que acham que vai acontecer isso ou aquilo, aí os bancos, para protegerem os seus clientes, mandam vender papéis e de repente, em três semanas, muda tudo no mercado". Durante entrevista em que anunciou a queda de vendas reais na indústria fluminense de abril para maio, que foi de 4,83% sem ajuste sazonal e de 10,90% com esse ajuste, Bittencourt usou várias vezes expressões como "mas não vamos nos abater por isso" e "não há de ser nada". Ele observou que em maio o mercado ainda não estava agitado como este mês. A queda pode ser explicada em parte pela redução de exportações. Os setores de Química e de Vestuário e Calçados, cujas vendas reais caíram respectivamente 8% e 26,2%, tiveram também diminuições significativas de exportações - de 39%, no setor Químico, e de 46,6%, no setor de Vestuário e Calçados. Segundo a chefe da Assessoria de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luciana Costa Marques de Sá, a greve dos fiscais da Receita Federal talvez tenha pesado nessas quedas de exportação. Bittencourt ressaltou que a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura um mês e meio, afeta não só as exportações em si, mas também as importações de insumos, partes e peças que são usados na fabricação de produtos nacionais, inclusive para a exportação. Os outros dois setores com maior diminuição das vendas de abril para maio foram o Mecânico ( -22,39%) e o de Perfumaria, Sabões e Velas (-6,95%). "As vendas nestes dois setores tinham crescido muito em abril e essas quedas em maio representam à volta ao patamar normal", disse Luciana de Sá.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 16h34

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