Para Fishlow, eleição não reduz atração pelo Brasil

O economista da Violy, Byorum & Partners, Albert Fishlow, disse hoje que, apesar das dificuldades na América Latina, o Brasil continua sendo um lugar atrativo para os investidores, independentemente do processo eleitoral deste ano. Lembrando que ainda mantém a previsão de crescimento econômico de 3% para o País, Fishlow elogiou o quase consenso entre os economistas de que é preciso obter maiores superávits comerciais e também manter os regimes de câmbio flutuante e de metas de inflação. "Isso não quer dizer que o novo governo não terá desafios", lembrou o ex-professor do ministro da Fazenda, Pedro Malan.Ele disse que serão necessárias reformas na área tributária, previdenciária e no sistema educacional. "A educação é o fator mais importante nesta má distribuição de renda do país", disse.Num breve comentário sobre a economia mundial, Fishlow disse que já são visíveis os sinais de crescimento da economia norte-americana, que ele acredita que irá crescer em torno de 3% a 4% no segundo semestre. Lembrou que o Japão ainda é um foco problemático nesse cenário - onde defendeu uma maior atenção para a situação dos bancos nacionais daquele país -, mas que isso não deverá impedir a retomada do crescimento mundial como um todo.Como único aspecto negativo, o economista disse que esse crescimento poderá não ter reflexos positivos na bolsa norte-americana, que ainda sofre os efeitos da queda das ações na bolsa eletrônica Nasdaq. No entanto, ele disse acreditar que isso não deverá influenciar a retomada da atividade econômica nos EUA.

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