Para FMI, Europa deve responder com flexibilidade aos riscos

Diretor do Fundo aconselha Banco Central Europeu e considera 'apropriadas' as ações do Fed para a crise atual

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

20 de março de 2008 | 12h32

O Banco Central Europeu precisa estar preparado para responder com flexibilidade se os riscos ao crescimento se intensificarem e os riscos à inflação declinarem, disse o porta-voz do Fundo Monetário Internacional, David Hawley. Sobre o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o diretor reiterou que o Fundo avalia como "apropriadas" as ações da autoridade monetária norte-americana em resposta ao aperto das condições de crédito.  Veja também: Cronologia da crise financeira   Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduçõesBolsas têm dia de instabilidade com indicadores dos EUA Entenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar Veja os efeitos da desvalorização do dólarCelso Ming explica: por que as commodities caíram?   Sobre as críticas de que há recomendações diferenciadas para os governos dos países com maior peso dentro do FMI, Hawley afirmou que também durante da Crise da Ásia, há cerca de 10 anos, "houve algum estímulo fiscal após aperto inicial". Na situação corrente, compara, nos EUA está havendo um "estímulo orientado apropriado". O diretor de Relações Externas do FMI acrescentou que o Fundo está avaliando a perspectiva e os riscos, derivados da turbulência atual, para todas as regiões do globo. Para ele, o atraso do Banco do Japão em nomear um novo presidente não deve "afetar a condução da política monetária" no país. A diretoria do FMI vai se reunir na sexta-feira, 21, para discutir a formulação de um guia de "boas práticas" voluntárias destinado aos fundos soberanos de riqueza, de acordo com David Hawley. Os fundos soberanos são formados a partir das reservas internacionais acumuladas pelos países.A reunião dos diretores do FMI ocorre depois da demanda feita pelo G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) de que estes fundos estejam submetidos a uma regulamentação, com objetivo de evitar que os recursos acumulados sirvam como ferramenta de influência política para os países que os controlam. O FMI estima que atualmente os fundos soberanos tenham recursos acumulados entre US$ 2,5 trilhões e US$ 3 trilhões.

Tudo o que sabemos sobre:
FMIBCEcrise dos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.