Para FMI, Grécia precisa ser agressiva em reformas

A Grécia precisa ser mais agressiva em seu esforço para reduzir o tamanho da máquina pública, visto que as reformas adotadas até o momento "estão aquém do que era esperado", disse Poul Thomsen, chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) no país. "Esse é o principal motivo pelo qual a economia ainda está seguindo uma tendência de queda significativa, com o PIB encolhendo 6% ou mais neste ano", acrescentou.

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h07

A estimativa apresentada por Thomsen é pior do que a divulgada pelo governo da Grécia, que espera contração de 5,5%.

Desde que recebeu empréstimos do FMI e da União Europeia, em maio de 2010, a Grécia está tentando reduzir o déficit orçamentário, mas as diversas medidas de cortes nos gastos públicos adotadas até o momento esfriaram a economia, minando a capacidade do governo para arrecadar impostos e forçando reduções ainda maiores nas despesas com programas sociais.

Economistas acreditam que, diante desse cenário, o rombo nas contas públicas gregas neste ano será maior do que a meta de 9% do PIB fixada pelo governo.

Em seus comentários, Thomsen atribuiu à profundidade da recessão na Grécia parte da culpa pelo fracasso do país na implementação das reformas.

Thomsen disse que as medidas de redução no déficit fiscal adotadas pela Grécia até o momento - basicamente cortes de gastos e aumentos de impostos - chegaram ao limite e que o país precisa evitar a evasão de impostos e diminuir o tamanho do setor público fechando agências e empresas do governo. De acordo com Thomsen, o governo grego tem sido "bastante tímido" nesse sentido.

O fundo afirmou também que enviará uma equipe para a Itália na próxima semana. "Uma pequena equipe do FMI visitará Roma para se reunir com novas autoridades, receber atualizações sobre os recentes desdobramentos orçamentários, e discutir modalidades para missões de monitoramento futuras", disse um porta-voz do Fundo./ DOW JONES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.