Para FMI, medidas para estimular mercados foram eficazes

Analistas do órgão reiteram que ainda é cedo demais para começar a empregar estratégias de saída

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

21 de setembro de 2009 | 13h21

As medidas tomadas para estimular os mercados financeiros durante a crise acalmaram os mercados, em vários graus, e deverão ser retiradas quando a confiança na estabilidade de longo prazo do sistema voltar, informou nesta segunda-feira, 21, o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao estudar as ações tomadas por governos e bancos centrais em 13 países desenvolvidos nos últimos dois anos para conter a crise, o FMI encontrou vários níveis de eficácia entre as 153 intervenções. De modo geral, as medidas foram bem-sucedidas para estabilizar os mercados e retomar as emissões de títulos de dívidas, constata o estudo.

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"A diminuição do estresse no setor bancário e a volta da autossuficiência nos mercados de dívidas são sinais promissores de que as intervenções mais significativas do governo no setor financeiro, desde a Grande Depressão, ajudaram a conter as preocupações com o risco sistêmico", disse o estudo.

Em entrevista coletiva, Laura Kodres, do departamento de mercados de capitais e monetários do FMI, reiterou que ainda é cedo demais para começar a empregar estratégias de saída. "Não estamos defendendo que os bancos centrais ou os governos retirem os programas no momento e, sim, que tenham uma estratégia bem definida e transparente para quando a hora chegar, a hora em que a confiança voltar totalmente, quando a remoção das intervenções não desestabilizar os mercados", disse ela.

Na determinação de quando começar a desfazer os programas, o FMI tem pedido aos governos e bancos centrais que desenvolvam uma estratégia coerente e a comuniquem. Segundo Kodres, a "comunicação clara sobre a remoção - não apenas de quando ela começará, mas também da maneira como todo o processo será desenhado - é importante para manter a estabilidade do mercado e gerenciar as expectativas".

A coordenação internacional será necessária em alguns casos, como no de garantias de dívidas pelos bancos, para evitar distorções e oportunidades de arbitragem, afirma o FMI. As informações são da Dow Jones.

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