Para FMI, moeda chinesa permanece subvalorizada

A moeda chinesa está "substancialmente" subvalorizada, apesar da decisão recente de Pequim de apreciar o yuan, disse hoje o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na China, Nigel Chalk. "O yuan permanece substancialmente abaixo do nível considerado coerente com os fundamentos atuais."

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

28 de julho de 2010 | 12h01

O FMI disse que um yuan forte é do interesse da China, porque irá elevar o lucro dos residentes, fortalecer o consumo e encorajar uma reorientação dos investimentos. Por fim, "irá conduzir ao reequilíbrio da economia chinesa", acrescentou Chalk. O chefe da missão chinesa não disse sobre qual margem baseou sua avaliação, mas observou que tem centrado atenção aos números relativos à conta corrente.

Apesar da queda recente no superávit em conta corrente da China, o FMI prevê um aumento para 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos cinco anos, com base nas políticas já implantadas e anunciadas pelo governo. "Consideramos que não é coerente com uma economia reequilibrada. A taxa de câmbio precisa ser um pouco menor", observou Chalk.

As autoridades norte-americanas têm observado a taxa de apreciação anterior à crise financeira como um indicador do que seria esperado da China, em termos de porcentual de elevação no valor da moeda. Antes da crise, o yuan registrou valorização de aproximadamente 20% em relação ao dólar em um período de três anos. Desde o anúncio de junho, o yuan registrou apreciação inferior a 1%. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
câmbioChinaFMI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.