Para FMI, não há risco de cisão da zona do euro

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, assegurou hoje que não há risco de cisão da zona do euro, mas sim o risco de o bloco, que reúne 16 países, não funcione direito se não houver mais coordenação entre seus integrantes. "A zona do euro não corre o risco de cisão. O risco é de que ela não funcione direito", declarou Strauss-Kahn, em entrevista ao canal de televisão France 2.

RICARDO GOZZI, Agencia Estado

20 de maio de 2010 | 17h03

"Os países da zona do euro estão juntos e devem ser capazes de trabalhar juntos. Honestamente, estamos observando que não é bem esse o caso", prosseguiu o diretor-gerente do FMI. Strauss-Kahn apontou para a existência de uma crise de confiança na política europeia e na capacidade da Europa de tomar decisões de forma coordenada.

Ele também afirmou diversas vezes durante a entrevista que o crescimento econômico, no caso da Europa, é um problema maior do que o endividamento. "O verdadeiro problema da Europa não é tanto o endividamento, (...) mas não há crescimento", declarou Strauss-Kahn.

Ele observou que a perspectiva do FMI para o crescimento da zona do euro em 2010 é de 1%. Para os Estados Unidos, a previsão é de 3%. "Se houvesse um crescimento de 3% na zona do euro, não estaríamos falando tanto em dívida e não haveria ataques ao euro", declarou. As informações são da Dow Jones.

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