Para Furlan e Piva, denúncia sobre BC/BB não afeta economia

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo, Horácio Lafer Piva, previram que não haverá problemas para a economia em decorrência das denúncias de sonegação fiscal contra os presidentes do Banco Central e do Banco do Brasil. "É uma questão política e vai ser resolvida no campo político. Ao mesmo tempo, o vigor da economia brasileira não vai ser afetado por essa discussão", previu Furlan, durante um intervalo da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto. Piva, que também participa do encontro, disse que o crescimento entre 3,5% e 4% está garantido para este ano, e não será afetado por essa discussão. "As instituições são fortes e problemas com algum elemento não deverá representar recuo", afirmou. A preocupação dos empresários, segundo ele, é se o crescimento será sustentável e acima do patamar de 2004. Para que isto ocorra, em sua opinião, é necessário que o Brasil sustente o crescimento das exportações por pelo menos cinco anos, a um ritmo de 10% a 12% ao ano. E isto só ocorrerá, segundo Piva, com a desoneração dos investimentos. O aumento do preço do petróleo é preocupante, segundo o empresário, mas ainda não pode ser considerado um fato consumado. Em sua opinião, as cotações vão recuar do atual patamar.

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