Para Furlan, recentes medidas atenuam tensão na economia

O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou hoje que o clima tenso entre governo e empresários já está melhorando. Furlan disse que, sem dúvida, o ano de 2003 foi muito difícil, mas 2004 está cheio de perspectivas muito positivas em relação ao crescimento das exportações e à recuperação do mercado interno. Segundo o ministro, medidas tomadas por Brasília, como a liberação de recursos para obras de saneamento, habitação, materiais de construção, recuperação de estradas e os investimentos em portos vão trazer frutos para a economia brasileira no curto e no médio prazos. "Não há razão para temermos que o futuro seja pior que o passado. Certamente será melhor", afirmou Furlan. Furlan afirmou que o governo está apostando em crescimento econômico de 3,5% a 4% nesse ano. Só as exportações responderão por mais de 1,5% do PIB. Além disso, completou, o mercado interno já dá mostras de recuperação, conforme indica a pesquisa de atividade industrial divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) (3,3% sobre janeiro de 2003). O otimismo do ministro também se justifica pelo número de empresas nacionais e internacionais que apresentam propostas de investimentos. "Todos os dias recebemos visitas de empresas interessadas em expandir suas atividades ou iniciar operações no Brasil", ressaltou. Ontem, Furlan se reuniu com empresas do setor siderúrgico que anunciaram investimento de US$ 8 bilhões nos próximos três anos. Acordo com FMI O ministro comentou a intenção do governo de alterar algumas bases do acordo com Fundo Monetário Internacional (FMI). Furlan afirmou que a parte crítica do Brasil com o FMI já passou, quando se consolidou o período de transição. "Em 2003 fomos os alunos mais bem comportados da turma do FMI. Portanto, temos um crédito e ele tem de ser usado", finalizou.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 13h46

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