Para G-20, recuperação da economia continua frágil

As iniciativas adotadas pelo G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, nos últimos meses ajudaram a recuperar a economia global e a evitar um colapso total do sistema financeiro internacional, afirmaram hoje os líderes de Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e França, em declaração conjunta. No entanto, eles advertem que a recuperação continua frágil e defendem a intensificação da cooperação entre os membros do G-20.

RICARDO GOZZI, Agencia Estado

30 de março de 2010 | 12h10

Segundo a carta, os países do G-20 precisam trabalhar mais unidos para recuperar o sistema financeiro global e colocar a economia em uma rota de crescimento sustentado. A declaração, divulgada pela Coreia do Sul, surge em meio aos preparativos para a reunião anual de cúpula do G-20, prevista para ocorrer nos dias 26 e 27 de junho em Toronto, Canadá.

"É vital que nós, ancorados em um espírito de um autointeresse esclarecido, continuemos a trabalhar juntos na busca por nossos objetivos mútuos para lidar com riscos novos e emergentes, salvaguardando a estabilidade e apoiando um retorno robusto ao crescimento e à criação de emprego em todas as nossas economias", registra a carta.

Ainda segundo a declaração, os países do G-20 precisam atuar para assegurar que as políticas fiscal, monetária, cambial, comercial e estrutural das nações "sejam coletivamente consistentes com um crescimento forte, sustentado e equilibrado". Caso os atuais desequilíbrios comercial, fiscal e estrutural não sejam combatidos, "o risco de crises e de baixo crescimento no futuro permanecerá", prosseguem os líderes na carta.

Os cinco países afirmam ter havido progresso na estabilização e no fortalecimento do sistema financeiro global e defendem que os integrantes do G-20 cumpram a promessa de desenvolver, até o fim do ano, regras que melhorem o nível e a qualidade do capital dos bancos, assim como sua liquidez.

Canadá, Coreia do Sul, EUA, França e Reino Unido defendem ainda que seja mantida a resistência ao protecionismo comercial e que esforços sejam empenhados para liberalizar o comércio e os investimentos internacionais. Os cinco países salientam a necessidade de aperfeiçoamento dos mercados de energia e da retirada de subsídios a combustíveis fósseis, o que provocaria distorções e inibiria investimentos em fontes limpas de energia.

No início do mês, grupos de trabalho reuniram-se em Ottawa, a capital canadense, para discutir a agenda da cúpula do G-20. Antes da reunião prevista para o fim de junho em Toronto, os ministros das Finanças e os presidentes dos Bancos Centrais dos países do G-20 participarão de encontros em 23 de abril em Washington e no início de junho em Busan, na Coreia do Sul. Uma segunda reunião de cúpula dos líderes do G-20 está marcada para novembro em Seul, com encontros preparatórios a partir de outubro.

O G-20, que substituiu o G-7 na condição de principal fórum internacional para questões econômicas e financeiras, reúne países industrializados como Estados Unidos, Alemanha e Japão, além de potências emergentes como Brasil, China e Índia. As informações são da Dow Jones.

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