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Para governo, inflação está sendo tratada com histeria

O governo vê certa histeria do mercado financeiro em relação ao comportamento da inflação no futuro e especulação na migração forte das apostas do mercado para uma alta de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), segundo apurou o Estado. Uma fonte do governo disse que o nervosismo está mais concentrado em investidores locais do que estrangeiros, que estariam vendo com um pouco mais de moderação o quadro inflacionário. Outra fonte governamental salientou que a área econômica considera que não perdeu a "batalha das expectativas" e está confiante no impacto favorável na inflação do conjunto de medidas monetárias, creditícias e fiscais que foram e serão adotadas pelo Banco Central e Ministério da Fazenda.

Cenário: Fábio Graner, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

Os técnicos do governo estão cientes de que terão de lidar com projeções elevadas para o IPCA até o fim do primeiro semestre, enquanto a inflação corrente estiver alta. A percepção da equipe econômica é que as projeções dos analistas são muito contaminadas pelos dados divulgados pelos institutos de pesquisas. Apesar disso, a área econômica trabalha com um cenário de redução lenta e gradual da inflação acumulada, a partir do segundo semestre, e por isso busca mostrar nos bastidores que está "serena" e "confiante", apesar da volatilidade recente do mercado.

A divulgação na quinta-feira da pesquisa Focus realizada pelo BC sobre a avaliação do mercado quanto ao impacto das medidas macroprudenciais e a expectativa para a política fiscal agradou a integrantes do governo. A análise é de que a informação de que o mercado calcula que as ações macroprudenciais equivalem a uma alta de 0,75 ponto porcentual na Selic mostra convergência com a visão do governo.

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