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Para Grupo Brasil, decisão da Sadia é fato isolado

O presidente do Grupo Brasil, que reúne empresas brasileiras na Argentina, Elói Rodrigues de Almeida, disse hoje à Agência Estado que a decisão da Sadia de reduzir drasticamente os investimentos na Argentina e deixar só uma representação na capital daquele país é isolada, e que outras empresas até pensam em investir mais por lá. "Temos 190 sócios aqui, e não tenho notícia de que nenhuma outra sócia queira deixar a Argentina. Somos otimistas que um país não vai desaparecer assim", informou Almeida. "Sei de outras associadas que querem investir mais aqui na Argentina desde que as coisas se aclarem no cenário político, que aqui o problema é mais político que econômico", disse. Rodrigues de Almeida, no entanto, não informou que empresas são essas, justificando não ter autorização delas para dar os nomes das mesmas. "O momento de investir na Argentina é agora, durante a crise econômica, desde que haja estabilidade política, porque quando a situação se normalizar a concorrência também vai ser muito maior", disse. Ele afirmou ainda que o Grupo Brasil tem conversado muito com a Embaixada brasileira em Buenos Aires para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie investimentos de empresas brasileiras na Argentina, mas ainda não obteve o sinal verde da instituição. "O financiamento que propomos ao BNDES não é para fluxo de caixa, que isso nós temos. É para investir, por exemplo, para melhorar nossa estrutura de distribuição na Argentina. Vamos aproveitar a crise para aumentar nossas exportações para cá quando a crise passar", disse Almeida.

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