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Para HSBC, acordo entre PT e Telefónica é bastante positivo

O departamento de análise do HSBC Investment Bank considerou "bastante positiva" a união entre a Portugal Telecom e a Telefónica nas operações celulares no Brasil. Informe do HSBC observa que, com a associação, as duas empresas de telefonia passam a atuar nos Estados de SP, RJ, ES, PR, SC, RS, BA e SE, os quais concentram a maior parte do tráfego de chamadas no Brasil, detendo 9,3 milhões de clientes, em área correspondente a 70% do Produto Interno Bruto brasileiro em região com 94 milhões de habitantes. Fica faltando à nova empresa atuar na Região Centro-Oeste para cobrir os principais mercados do País. Os analistas do HSBC observam que essa lacuna poderá ser preenchida pela compra da Tele Centro Oeste Celular, Americel, empresa da banda B que atua na área e cuja participação detida pelo Opportunity está à venda, ou pela conquista da autorização para operar no Serviço Móvel Pessoal (bandas C, D e E) na Região Centro Oeste, bem como pela aquisição da Telemig, ou de uma licença do SMP em Minas Gerais. A associação permitirá reduzir as despesas de interconexão que é item "de maior relevância dentro da estrutura de custos das empresas de telefonia celular", segundo a análise do HSBC. A rentabilidade da nova empresa resultante da associação será maior também pela redução nas despesas com o compartilhamento de centros de atendimento e de tarifas. Recomendação de compra - O departamento de análise do HSBC Investment Bank Brasil manteve a recomendação de compra das ações da Telesp Celular (TSPP), após o anúncio da associação entre a Portugal Telecom (controladora da TSPP) e a Telefónica, para operar no segmento de telefonia celular no Brasil. O preço alvo é de R$ 38,00. Os analistas do HSBC entendem que os acionistas das empresas envolvidas serão beneficiados pela maior liquidez que seus papéis passarão a ter no caso de troca das ações dessas pelas emitidas pela nova empresa. O risco inerente à operação deriva do que ocorrerá com os papéis atualmente negociados na Bovespa. Os analistas do HSBC observam que "hoje não se sabe se as ações das atuais operadoras serão substituídas pelas da nova empresa a ser formada e, no caso de haver a substituição, qual será a relação de troca entre as ações, bem como se esses papéis serão negociados no Brasil, ou somente o recibo, tal como os BDRs emitidos pela Telefónica para substituição dos papéis de suas empresas" de telefonia fixa no Brasil, que levou a uma queda substancial na "liquidez dessas ações".

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